1. Ilha do Medo
Nesse filme o diretor Martin Scorsese volta na sua melhor forma, em um filme que consegue reunir direção, roteiro, fotografia e elenco de melhor qualidade.
Porque achei o melhor? Eu sou, particularmente, uma grande fã do cineasta Martin Scorsese, não só pela sua filmografia, como também por ter aprendido com ele e suas fitas de aula de cinema muito do que sei sobre a sétima arte. Fiquei muito feliz em perceber que ele não perdeu a forma, apesar de filmes insossos que andou fazendo, como, por exemplo, “Gangues de Nova York” e voltou em grande forma nesse filme.
2. Mary e Max
Uma fabula bucolicamente triste sobre nós, seres humanos e sozinhos, que estamos em busca de alguém, que nos ame e nos aceite, nas nossas pequenas loucuras e tragédias, isso no mais sincero dos sentimentos, que é o da amizade.
Uma animação para adultos sensíveis, um filme extremamente tocante.
3. Coco Chanel & Igor Stravinsky
Minha admiração por Madame Chanel é imensa, nesse filme, ela aparece mais verdadeira e menos idealizada como foi em “Coco avant Chanel”. Uma paixão entre dois gênios incompreendidos, com diálogos muito bem construídos, figurino e cenografia impecável e atuações grandiosas.
4. O Segredo de seus olhos
Sim, ele mereceu ganhar o Oscar melhor filme estrangeiro. O cinema argentino, sempre muito bom, de roteiros onde a sensibilidade poética do cotidiano das pessoas que amam, fazem suas escolhas e tentam desvendar os mistérios que pensam haver na vida e se deparam com surpresas interiores com o passar dos anos e no final tudo era um simples dizer que te amo.
5. Toy Story 3
O Blockbuster do ano, como disse o jornal “The Guardian” e também o filme do ano para o diretor Quentin Tarantino. Uma das raras exceções cinematográficas em que o ultimo filme da serie consegue superar os seus anteriores.
Para os adultos, é uma viagem de volta a infância, jogue a primeira pedra quem não saiu do cinema nostálgico dos seus brinquedos e com vontade de saber se eles estão bem. O toque de moda fica com o Ken e seu guarda-roupa inacreditável!
6. Onde vivem os monstros
Em um ano onde imperou o cinema “verdade” de filmes como “Guerra ao Terror” e “Tropa de Elite 2” (filmes que não gostei) Spike Jonze retorna depois de um logo jejum cinematográfico com uma fabula melancólica sobre amadurecimento e da busca pela compreensão.
7. Invictus
Nelson Mandela é um dos maiores estadistas da história, esse filme foi pra mim um grande exercício de entendimento do papel de um presidente na da dissolução das desigualdades e preconceitos, uma grande reflexão para um ano de eleição, como foi 2010.
8. José e Pilar
Eu amo Saramago, sua perda foi para mim à maior de 2010, e nesse filme alem da possibilidade de conhecer um pouco mais da intimidade desse gênio, mais particularmente enquanto ele escrevia o livro “A Viagem do Elefante”, sobre a doença que levava as forças do mestre, mas que não tirou dele a paixão, lucidez e a genialidade do seu discurso e principalmente o retrato de um homem que viveu para Pilar, mulher que deu o verdadeiro sentido de sua vida quando ele tinha 65 anos e que por ela ele viveu até o seu ultimo instante.
Um filme que eu chorei exatamente do começo ao fim.
“Ninguém pode morrer sem dizer tudo.”
9. Tudo pode dar certo
Woody Allen em um grande momento cinematográfico, com toda carga de seu humor ácido e brilhante.
Alguém mais pegou a mania de cantar “Parabéns pra você” depois de lavar a mão?
10. O Escritor Fantasma
O roteiro talvez tenha sido escolhido pelo diretor Roman Polanski como uma metáfora sobre o isolamento e prisão que a ele foi imposto e é um filme de suspense dos bons.
O toque especial do gênio foi o final poético do filme com as páginas ao vento, as palavras que são verdades, mentiras, mistérios e que voam perdidas pela metrópole.










2 comentários:
Passou na frente de todo mundo com a sua lista. Vou tentar fazer a minha, alguns vão ser iguais aos seus. Fazer o que... temos bom gosto (rs,rs,rs)
Na minha lista deve ter apenas Toy Story 3 desses aí, mas sua lista tá muito boa. Desses eu não vi Invictus, José e Pilar e Coco Chanel & Igor Stravinsky.
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